terça-feira, 8 de março de 2016

Ideias para quem deseja diminuir a frequência das redes sociais



Você não precisa, necessariamente excluir todas as redes de sua vida, mas é possível controlar o tempo e a frequência, se isso é o que você deseja. Muitos que excluem a rede para sempre, costumam dizer que é um alívio.O intuito desse blog é refletir sobre nosso vício em redes sociais.

Mas eu gostaria de dar algumas dicas que foram úteis para mim e podem ajudar mais pessoas. Há aqueles que realmente vivem em um sofrimento na rede e possuem seus motivos. Mas acredite, você sempre pode reverter tudo. Para mim foi difícil e eu ainda preservo a minha conta lá, porém, meu acesso é raro.
Deixo aqui as minhas dicas, espero que ajude.

Pense positivo
Pode parecer estranho, mas se livrar dos pensamentos ruins ajuda você atingir os seus objetivos. Quando eu parei de fumar, nos primeiros dias eu sentia muita vontade. Mas então, eu pensava em algo positivo e isso irradiava minha mente de coisas boas. Pensar em coisas boas que nos deixa feliz, pode amenizar aquelas que consideramos ruins. No início foi assim com o facebook. Sempre que eu tinha vontade de me entregar aos likes, fotos, inutilidades, eu pensava em alguma coisa positiva e isso me deixava feliz, aos poucos fui perdendo a necessidade de olhar o facebook.

Raciocine o porquê de você acessar as redes
Seja qual for a rede, pense um pouco: qual seu objetivo lá, se é que existe? Você pode até achar que não existe um objetivo de estar conectado, e de fato não há. É exatamente isso que o facebook espera de você. Sem rumo, sem objetivo, entediado - um prato cheio para você perder tardes e mais tardes lá, levantando a audiência das redes sociais. Coloque um objetivo. Se você tiver uma direção para usar o facebook ou qualquer outra rede, é mais fácil de diminuir o tempo nela.

Comece a questionar a coisa sinistra por trás daquilo
Pare pra pensar por uns minutos. Você acredita que a culpa do vício é só sua? O facebook é um ambiente bem feito, bem planejado, com cores modestas e com propostas atraentes. E tudo isso pra que? Para que você mantenha sua atenção o tempo inteiro ali, obviamente. O facebook seleciona sempre o que eles querem que você veja e aprende o que você gosta de ver para te manter sempre atento. Sua dedicada atenção, seu vício e sua perda de tempo geram lucro para o facebook.



"É gratuito e sempre será" - é o que vemos logo na parte do login. De fato, é gratuito, mas o custo emocional vai ser doloroso para alguns e bom para o facebook. Ele vai sugar você, da maneira que ele bem desejar, vai escolher o que você poderá ver e tentar fazer você formar uma nova opinião. E você vai aceitar, vai dar informações para que eles consigam te manipular. 
Se você, como eu, acha sinistro saber disso, considere parar de usar a rede social um pouco. Ela não é para você socializar, mas para que o facebook faça o que quiser com você. Já leu sobre Controle Social? Pois bem, com um pouco de paciência, você identifica o facebook ali. 
Deixe-me explicar... O facebook não pretende fortalecer o seu vínculo de amizades, mas sim fortalecer o seu vínculo com o próprio facebook. Você pode achar que tem as suas próprias ideias individuais, mas você está em uma rede onde o facebook aprende que pode te jogar um rio de informações de outras pessoas que compactuam dos mesmos pensamentos, e então, você se pega repetindo os mesmos bordões, compartilhando as mesmas ideias manjadas, as mesmas fórmulas usadas por páginas que possuem diferentes ideais, às vezes nenhum. Baseado nos seus compartilhamentos e de seus amigos, o facebook te convida a permanecer ali, te hipnotiza, te oferece páginas que você pode gostar e perder ainda mais o seu tempo; sugere amigos que postam mais ou menos as mesmas coisas que você e te convida a participar de grupos onde estão pelo menos 5 de seus amigos dentro. 
E para conseguir te controlar, mesmo sendo anti ético, o facebook apela para as piores baixarias, como fazer experiência em segredo resolvendo o que você pode ver ou não no seu feed. 
Você vive em paz sabendo disso? Eu não.

Saiba de uma vez que não está acontecendo nada!
Aposto que muitos viciados na rede acreditam que o mundo está desabando ali dentro, que algo de importante está ocorrendo nas redes, imperdível, assombroso, espantoso...
Acontece que isso não é verdade.
O que tem ali são pessoas que caíram no jogo do facebook: quando uma notícia se torna polêmica, o facebook se aproveita disso para lhe mostrar o maior número de assuntos relacionados porque você quer ver aquilo, mesmo que você não compartilhe.
Ou às vezes você não quer ver nada daquilo, se irrita com todos falando da mesma coisa e se sente um zero à esquerda porque não fala nada daquilo também. 
Se você quer saber sobre qualquer assunto, procure na internet, compre um jornal, uma revista, assista a TV por alguns minutos, enfim, faça o que melhor lhe cabe. É possível formar senso crítico e entender o que está acontecendo sem a necessidade de olhar milhares de notícias ao mesmo tempo, milhares de comentários amargurados de diferentes opiniões e crenças.
Feche a rede, e você terá uma sensação de alívio.

Pense no que você tirava de letra antes e é difícil fazer agora
Acontece com muitas pessoas, e acontecia comigo: eu estava com dificuldade de fazer qualquer atividade que antes eu tirava de letra. Eu também acumulava muito trabalho porque passava muito tempo no facebook. Eu me recordo de um rapaz em um antigo trabalho que tinha a mesma dificuldade, ele não saía do facebook. Quando a empresa fez uma reunião para saber se bloqueava as redes sociais, ele foi o primeiro a levantar a mão e dizer que concordava. E isso, infelizmente custou sua demissão. Quem entende um negócio desse? O meu chefe que o demitiu, também não saía do facebook. É só ele pensar um pouco: se ele mesmo tinha dificuldade de fechar a rede, por que diabos cobrava que os outros fizessem esse esforço sobre-humano? É preciso entender que o facebook simplesmente dominou as pessoas e não é exagero dizer isso. 
Se você é incapaz de fazer um trabalho ou tem dificuldade com as coisas que antes lhe davam prazer, tente relembrar do passado e de algum objetivo que você tinha. Por exemplo, eu gosto muito de desenhar, um hábito que voltei a exercer após algum tempo parada. Eu sempre pensava em fazer algum tipo de desenho específico, e finalmente dei início a esse pequeno projeto pessoal porque queria saber como ficaria algo que eu tanto imaginei. O primeiro passo é deixar o facebook como algo de menor importância na sua vida, e valorizar aquilo que realmente lhe dá prazer.

Por que você quer que todos saibam?
Qual é o propósito de tirar uma selfie escovando os dentes, indo pro trabalho, tomando banho, comendo ou - pasmem - dirigindo? Ok, você pode me dizer que não existe qualquer propósito no que faz. Mas a gente consegue saber quando esse comportamento compulsório torna-se problemático. Tirar um selfie e postar não tem problema. Quase todo mundo faz isso, inclusive eu. Mas algumas pessoas simplesmente precisam postar pelo menos uma foto por dia ou com muita freqüência. Se você pensa assim, avalie esse comportamento. Não existe qualquer problema em se auto-questionar se o seu comportamento é saudável ou não. Além disso, quais sentimentos os selfies de outras pessoas provocam em você? É um comportamento tão comum e banalizado que só vemos, curtimos e fica por isso mesmo. Muitas vezes até cansamos de ver sempre o rosto da pessoa, aparecendo por minuto no nosso feed. Apenas pense quando você tirar um selfie. Pense nas razões de você querer que todo mundo lhe veja em situações cotidianas que em nada agrega na vida de ninguém, nem na sua.

Ignore os que não enxergam problema
Algumas pessoas simplesmente não enxergam qualquer problema no abuso das redes sociais e de diversas tecnologias. Não baste isso, ficam com raiva daqueles que tentam te mostrar um aspecto mais problemático desse comportamento. No futuro, nós teremos algumas doenças mais frequentes, como problemas na visão e na audição e especulações de possíveis anomalias que podem sair do campo do "só ficção". 
Para elas, foda-se. Questionar esse comportamento ainda é coisa de idiotas, enquanto ela está coberta de razão. 
Ignore essas pessoas.
É legal que elas tenham suas certezas na vida, mas não funciona assim para todo mundo. Há quem sofre por não conseguir sair do facebook ou de qualquer outra rede. Inclusive, esses que não enxergam problema nas redes, podem falar com raiva e amargura dos que tentam chamar a atenção fazendo um discurso que parece que só serve para ele, mas serve para todos. Por exemplo, Joãozinho decide expor publicamente sua opinião, alegando que não está nem aí pro que pensam dele, que não sairá da rede e que ama internet, que isso é pessoal, é problema dele, etc.
Ok, fique onde está, Joãozinho. Resguarde o seu mundo e deixe as pessoas criticarem. Tudo sofre declínio nessa vida, inclusive a nossa estabilidade emocional. Até o facebook um dia sofrerá declínio e como você vai ficar? Já imaginou o seu "o dia depois da rede"?

Por que a opinião deles é importante?
Você é daqueles que não consegue se desligar do YouTube e precisa ouvir a opinião de trocentos vloggers por dia?
Por que você faz isso?
Na boa, é divertido o conteúdo que muitos vloggers produzem. O YouTube é uma ótima ferramenta para aprendizado, estudo e entretenimento, mas existem pessoas fúteis que são levadas muito a sério. Entre discursos idiotas, subjetivos até chegar ao ódio completo, alguns youtubers vão fazendo seu pé de meia, conseguindo tirar dinheiro com conteúdo fútil e imbecil às custas da SUA perda de tempo.
Qual a relevância de saber como fazer cocô na casa da amiga ou de saber que guardanapo x vale mais que y? 
Nada errado em questionar as coisas fúteis da vida prende sua atenção. Normalmente esses vloggers possuem boa oratória, editam o vídeo nos pontos estratégicos e então, você se pega horas passeando entre um canal de um ou outro.
Acompanhe seus vloggers, mas ponha limite. Lembre-se que são pessoas comum, como você que estão ali para ganhar dinheiro e fama. Não leve a opinião deles tão a sério.

PS.: Eu queria que fosse mentira o lance de como fazer cocô na casa da amiga ou o estudo do guardanapo que é melhor que o outro, mas infelizmente não é, e as pessoas dão audiência pra isso.

Entenda o que é FOMO - Sigla para "fear of missing out" ou "Medo de ficar por fora"
Se você possui dificuldade em relaxar a mente, e não quer ficar por fora de nenhum assunto e sente que está perdendo tudo que acontece, você pode ter algo chamado FOMO, não classificado como desordem mental, mas uma espécie de ansiedade em que a pessoa não quer perder nada e não quer ficar por fora de nada. Como eu disse anteriormente, entenda que não está acontecendo nada. Você vai abrir o facebook, vai ter um vislumbre sobre o assunto do momento e milhares de opiniões a respeito e você irá selecionar aquela que finalmente chegou o mais próximo da "verdade".
Isso quando não tiram prints daquelas mini frases escritas no twitter sem vírgula, nem acentuação, nem pontuação, escritas de forma direta e elevadas a nível filosófico, lacrador, divador e tantas outras gírias para classificar o orgulho de levar uma opinião às raias da exaustão. 
Você verá todos compartilharem as mesmas notícias e em questão de horas um assunto se tornar polêmico e centenas de opiniões subirem, transbordarem e você encher a sua cabeça com aquilo até sentir uma necessidade de opinar ou não saber como organizar aquilo em sua mente. Eu não sei quanto ao resto do mundo, mas eu que sou viciada tenho uma imensa dificuldade de assimilar isso. Ou o meu cérebro quer mais ou eu acabo ficando deprimida, me sentindo sem esperança.
Acredite: não está acontecendo nada e você não está perdendo nada do mundo. 
O nível de funcionamento pra mim é bem simples: eu tomo café, tiro 20 minutinhos para ler as mídias e pronto. É o que passei a vida inteira fazendo antes de existir facebook e depois dele, minha mente se encheu de coisas por segundo e eu não conseguia mais me livrar daquilo e sequer tinha paciência pra ouvir as outras pessoas. Se você tem um vício, identifique isso e tente aquietar a sua mente. Você não precisa que centenas de pessoas explodam informações na sua mente para você se atualizar sobre o mundo. Faça isso de forma moderada e tranquila se você acredita que é necessário.



Conclusão
Eu procurei relacionar o que eu vivi emocionalmente com o facebook. Existem muitos sites - como esse - que trazem diversas estratégias para você diminuir suas horas no facebook. Pode ajudar, mas eu acredito que administrar o seu emocional e entender a dinâmica das redes, é um ótimo caminho para não perder o nosso precioso tempo ali.
Motivos tem de sobra, então... 
Fecha a rede!

O curioso mundo das redes sociais - da felicidade ao declínio




Eu me lembro que, ao acordar, a primeira coisa que eu via era o facebook. Depois, tomava café acompanhando os vloggers do youtube. Em seguida ia lá mexer no twitter e depois ler as notícias do dia. No início era um rio de felicidades. Depois, meus amigos, alguma coisa deu errado.
Eu comecei a perceber que algo havia roubado o meu brilho.
Eu tinha me dado conta de que não conseguia fazer absolutamente NADA sem antes dar uma bisbilhotada no facebook.
Essa "bisbilhotada", que era para durar no máximo 1 minuto, acabava sempre me consumindo e eu perdia a linha. E claro, todos nós sabemos que são sempre com coisas inúteis.
Certa vez, a prima de um amigo querido fez um comentário em sua postagem. Eu notei que no perfil dela havia uma foto dela e seu marido, um homem que foi para a guerra do Iraque. Curiosa, acessei o perfil do marido dela e lá estava o álbum de foto dele, a maioria ele sempre aparecia fardado, com arma, se vangloriando de seu feito. E fiquei ali, sabe-se lá quantos minutos olhando aquelas fotos que me prenderam. Quer dizer, eu perdi um grande tempo com alguém que eu sequer conhecia.
Outro caso foi de uma amiga que fez um comentário no álbum de fotos postado por uma página de astronomia. Como apareceu na minha timeline, eu fui lá conferir as 150 fotos que a tal página postou. Uma mais bela que a outra, e eu fiquei ali, horas observando as imagens cósmicas enquanto o céu estava limpo e eu poderia ter olhado do meu telescópio.

A coisa piorou muito. Sempre que eu saía eu pensava no facebook. Ele tornou parte do meu mundo, chegou na minha vida, ficou e praticamente ali se instalou. Em uma fração de segundos, eu havia esquecido como era não ter rede social. Era impossível imaginar qualquer coisa sem internet.
Eu estava viciada. Talvez até pior de quando eu era viciada em cigarro: era um vício diferente, mais cruel, mexia com meus sentimentos, roubava minha felicidade. Não que o cigarro não o fizesse, mas as redes sociais têm muitas maneiras de fazer com que seu cérebro fique preso naquilo, sem controle, sem hora para desconectar.

Quando mudou?

Eu comecei a questionar uma série de coisas e decidi escrever em um blog para tornar pública a minha experiência.
A primeira coisa foram as pessoas. Minha percepção da realidade começou a mudar quando eu notava que a minha vida parecia não andar pra frente e eu cheguei ao cúmulo de ser demitida do trabalho por causa do facebook. E claro, não só do facebook mas do youtube também. Mas aqui, quero focar no facebook.
A primeira vez que tive um insight sobre o tempo gasto na rede, era que eu não estava só:
meus amigos também pareciam estacionar os seus cérebros ali, me fazendo lembrar um filme chamado "Surrogates", onde os humanos não interagiam mais pessoalmente, mas só através de robôs. Eu achava tudo deprimente, mas era incapaz de fechar a rede. Eu estava presa naquele mundo vazio.
Ok, pode ser exagero. Será?
Eu tenho um "amigo" - 90% não são meus amigos de verdade - que fica 24 horas conectado. Ele não para de compartilhar nada, passa o dia inteiro selecionando assuntos aleatórios com objetivo desconhecido. Ok... Talvez nem ele saiba porquê faz isso.
Outros têm família. Postam foto dos filhos e de quão feliz é sua vida de casal. É feliz mesmo? Qual razão leva esses elementos a gastarem suas preciosas horas conectados no facebook? Por que não estão ao lado de sua linda família?

Incluo o curioso fenômeno dos casais que vivem fazendo juras de amor publicamente, como se todos estivessem interessados na vida deles. Passa 2 meses, estão separados, postando frases deprimentes e músicas cafonas.

Por falar em frase, sempre tem aquele que adora postar uma frase aleatória que, muitas vezes nem pertence ao autor destacado. Por que fazem isso? Quem sabe. Talvez gostem de acreditar que possuem alguma propriedade intelectual avantajada.

Uma coisa que se tornou um clássico são os religiosos e ateus. A briga chega a níveis estrondosos, equivalendo a bloqueio e denúncias. De um lado sai o ateu chorando que está sofrendo preconceito do religioso - mas sem antes ir lá dizer ao mesmo que ele não tinha inteligência por acreditar em uma cobra falante. Do outro lado fica o cristão choramingando, mas sem antes ter feito um discurso homofóbico, ou machista. Francamente, em que isso agrega em nossas vidas? Absolutamente nada. Só serve para o delírio dos participantes da baixaria.

O cara que fala de política também acredita fortemente que está apto a fazer uma análise sem conhecer absolutamente nada do que diz. Alguns na base do achismo, outros na base do delírio, outros na base do ódio. Os que fazem a maior questão do mundo de chamar o bolsa família de "bolsa esmola" e as cotas de "afrocoitadismo" pra demonstrar o quanto ele se importa com o Brasil.

Os machinhos de plantão são os que me causam mais curiosidade. Eles fazem questão de mostrar que são os pica das galáxias, os donos da giromba de ouro, machos pra caralh* e para que ninguém duvide da macheza deles, nada melhor que humilhar as mulheres. Mas claro, o complexo de superioridade chega a níveis estratosféricos quando se está em um escudo chamado rede social.

Existem os que postam selfie por minuto. Até quando estão doentes, no leito de um hospital, eles precisam que todo mundo veja e que todo mundo alise a cabeça deles.
Na boa, quem diabos se importa com isso? As pessoas fingem que se importam, mas ficam ali te chamando de chato porque você só quer atenção. Você era assim antes da internet?

As pessoas que ficam o dia inteiro postando foto dos rebentos são outro caso a ser estudado. É sério que essas pessoas pensam que todo mundo está achando lindo o filhinho delas? Olha, amigas e amigos, eu sempre acho crianças muito fofas, mas que atire a primeira pedra quem nunca se perguntou algo do tipo "coisa chata, só ficar postando foto do filho". É... Não é estranho que essas pessoas tenham dificuldade de lidar com quem não quer ter filho ou quem não suporta falar sobre crianças.

Um tipinho estranho é o que anuncia que fará uma "faxina" no face dele. Claro que ele faz isso pra arrancar o clamor geral "por favor, não me exclua" e assim se sentir um pouco mais especial. Não anuncie, amigo... Vá lá e faça.

No meio disso, surgem os super desconstruidores e problematizadores de absolutamente tudo. Ok, nada errado em desconstruir certos pensamentos, mas existe um nível que chegou com a pós modernidade que simplesmente fez as pessoas matutarem coisas extremamente inúteis.
Talvez essas pessoas nunca tenham mesmo vivido um real problema na vida.
"Miga, sua louca" entrando para o rol de proibições.
Ta bom, vou pensar se atendo seu desejo.

A galerinha do "No Pain, No Gain" não fica pra trás com foto de academia fazendo questão de mostrarem o quanto são "guerreiros". O que fizeram na verdade? Ganharam a guerra sozinhos? Não. Simplesmente estão levantando peso pra enrijecer o quadril. É gente... A sociedade chegou nesse nível. Não satisfeitos, eles buscam toda a atenção de "frangos" e "gordinhas", mostrando o quanto todo mundo pode ser feliz se começar a malhar. Parecem pastores de igreja querendo arrebanhar fiéis para o culto. E quando você começa a duvidar da sanidade dessa gente, eles se saem pela tangente: é inveja, claro. Porque na cabeça deles, é inadmissível que alguém lhes diga que tanto esforço da parte deles, só deveria interessar a eles e a ninguém mais.

E as gifs... Eu poderia criar longos parágrafos para falar sobre essa nova onda de compartilhamentos, mas prefiro dizer que são apenas um modo encantador de fazer você continuar horas no facebook. Afinal, elas não têm som, são rápidas e divertidas. Um convite total à perda de tempo.

Mas ok, cada um posta o que quer no facebook.
O problema é você. Você pode se incomodar de ver isso. É vazio, é falso. Você pode estar sentindo que sua vida está sendo roubada por algo fútil, sem sabor, inútil. Nós sabemos que boa parte do que se posta ali é falso. Ninguém é tão feliz quanto parece ali. Quem é realmente tão feliz sendo irradiado de coisas fúteis o tempo inteiro?
Tem o lado bacana de tudo, como sempre. Apreciar com cautela e moderação sempre são o melhor caminho para o equilíbrio. Não vim aqui dizer que você deve eliminar o seu facebook.
Criei esse blog apenas para reflexão. Sua tristeza, amargura, falta de vontade de fazer as coisas, de viver, pode estar atrelado ao tempo que você esgota na rede. Ela pode estar roubando a sua energia, seu brilho, seu desejo de fazer coisas legais. E eu sei que você procurou esse blog porque alguma coisa acontece dentro de você que o faz questionar o que estamos vivenciando.

Uma vez eu li um texto muito honesto de uma pessoa admitindo não ser mais capaz de ler um livro, algo que antes tirava de letra. O pensamento dela foi tomado por tudo que acontecia no facebook. Ele trocou a leitura boa e interessante pelas futilidades nossa do dia-a-dia no facebook. Essa é realmente a impressão que temos: que alguma coisa imperdível acontece ali. Mas acredite, isso não é verdade.
Eu venho apenas compartilhar a minha angústia e convidar à reflexão, para que você pense com o que está fazendo com o seu tempo. Se você realmente sente que algo errado acontece e que você é incapaz de controlar suas ações, vamos refletir juntos.
Fecha a rede!